A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, rejeitando o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU). A decisão foi tomada na última sexta-feira, 18 de setembro de 2026, e confirma a pena de 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo.
Julgamento e Acusações
O julgamento ocorreu no plenário virtual do STF, iniciado no dia 11 de setembro e finalizado no dia 18. Eduardo Bolsonaro foi acusado de tentar articular sanções com autoridades dos Estados Unidos contra o Brasil e ministros da Corte, com o objetivo de proteger seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de possíveis consequências legais.
Argumentos da Defesa
A DPU argumentou que as declarações de Eduardo deveriam ser consideradas como circunstância atenuante na fixação da pena. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou que a confissão precisa ser espontânea para atenuar a pena, o que não ocorreu neste caso.
Decisão do STF
O ministro Moraes destacou que a jurisprudência do STF não reconhece a chamada “confissão qualificada” como atenuante. Essa situação ocorre quando o réu admite a autoria, mas sem intenção espontânea de colaborar com a Justiça. O voto do relator foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
Implicações da Decisão
Com a decisão, Eduardo Bolsonaro permanece condenado, e a validade da citação por edital foi reiterada pelo STF. A decisão reforça a posição da Corte em casos de coação e tentativa de interferência em processos judiciais.
Para mais informações sobre o caso, acesse a cobertura completa no site da Gazeta do Povo.
Fonte: gazetadopovo.com.br
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