O Ministério Público do Piauí (MPPI) está investigando a morte de uma recém-nascida no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, ocorrida em 3 de janeiro. A mãe da criança, de 22 anos, alega que a morte foi resultado de negligência médica.
Detalhes da investigação e acusações
O procedimento administrativo examina possíveis falhas nos serviços de obstetrícia do hospital. A médica responsável pelo parto, que ainda estava em formação, não teria permanecido na sala durante o procedimento. A mãe, que estava com 39 semanas de gestação, afirma que seu pedido de cesariana foi negado, mesmo com dilatação total e exaustão física.
Relatos de negligência e documentação
Segundo a denúncia, a médica deixou a sala em momentos críticos e a recém-nascida nasceu em estado grave, falecendo minutos depois. A mãe também aponta divergências nos horários do prontuário médico e possíveis omissões na documentação hospitalar.
Resposta do hospital e qualificações médicas
O hospital defende que a via de parto foi adequada e que a médica, em seu último mês de residência, estava habilitada para atuar. Eles afirmam que a médica estava disponível para avaliação imediata, negando abandono assistencial. O Conselho Regional de Medicina (CRM) abriu sindicância para investigar o caso.
Imparcialidade e vínculos pessoais
A mãe da criança questiona a imparcialidade da investigação interna do hospital, citando vínculos pessoais entre a direção do hospital e a médica investigada. Isso, segundo ela, comprometeria a apuração dos fatos.
Denúncia contra delegado e inquérito policial
A família também denuncia que o delegado responsável pelo caso, irmão da médica, não instaurou inquérito por mais de três meses. Eles solicitaram a designação de outra autoridade para conduzir as investigações e comunicaram o fato à Corregedoria da Polícia Civil.
Para mais informações sobre investigações médicas, consulte Ministério Público do Piauí.
Fonte: metropoles.com










