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IF do Sertão Paraibano nasce sob suspeita: Governo atropela diálogo e ignora comunidade acadêmica, denuncia SINASEFE

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O que deveria ser um avanço histórico para a educação pública no Sertão Paraibano já nasce com cheiro de imposição e atropelo institucional. A criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano (IF Sertão PB), prevista no Projeto de Lei nº 1/2026, virou alvo de duras críticas do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), que acusa o Governo Federal de conduzir o processo de forma autoritária, apressada e sem qualquer compromisso com a gestão democrática.

Em nota contundente, o SINASEFE deixa claro: não é contra a expansão da Rede Federal, muito pelo contrário. O sindicato reafirma seu histórico de defesa da educação pública, gratuita, laica e socialmente referenciada. O problema, segundo a entidade, está no método — ou melhor, na completa ausência dele. O governo teria ignorado servidores, estudantes, entidades sindicais, movimentos sociais e as próprias comunidades impactadas, tratando um tema estrutural como se fosse mero despacho burocrático.

Sem consultas públicas reais, sem estudos técnicos amplamente divulgados e sem qualquer avaliação séria de impacto institucional, o projeto avança no Congresso como um rolo compressor. Para o SINASEFE, essa postura não apenas compromete a legitimidade da proposta, como também lança uma sombra de incerteza sobre a sustentabilidade acadêmica, administrativa e orçamentária do novo instituto.

O alerta é claro e incômodo: criar novos institutos sem planejamento pode aprofundar o caos já existente na Rede Federal. Falta orçamento, sobram campi sucateados, há déficit crônico de pessoal, precarização das condições de trabalho e políticas de permanência estudantil cada vez mais frágeis. Aprovar um projeto de lei às pressas não resolve esses gargalos — apenas os espalha pelo mapa.

Outro ponto sensível destacado pelo sindicato é o desrespeito à história, à territorialidade e à identidade institucional dos atuais Institutos Federais. Decisões tomadas de cima para baixo, sem construção coletiva, tendem a gerar conflitos internos e prejuízos diretos à qualidade do ensino — um preço alto demais para quem já enfrenta desafios estruturais diários.

Diante do cenário, o SINASEFE rejeita frontalmente a imposição do PL 1/2026, exige a suspensão imediata de sua tramitação e cobra um processo democrático, com planejamento sólido, financiamento adequado e participação efetiva das comunidades envolvidas. O sindicato afirma estar aberto ao diálogo — mas deixa claro que diálogo de fachada não serve.

No recado final, a entidade resume o sentimento que ecoa nos corredores da educação federal: educação pública não se constrói no grito, nem por decreto improvisado. Sem diálogo, o IF do Sertão corre o risco de nascer frágil, contestado e distante da missão que deveria cumprir.

leia58.com com informações do SINASEFE


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