Operação dos EUA com FBI, HSI e Guarda Costeira resulta na apreensão de petroleiro; vídeo mostra agentes tomando o controle em alto-mar
Um vídeo publicado por integrantes do governo dos EUA, nesta quarta-feira, 10/12, mostra a apreensão de petroleiro em operação conduzida por forças norte-americanas na costa da Venezuela. Nas imagens, é possível ver agentes descendo de helicópteros e assumindo o controle do navio em alto-mar, em uma ação descrita como coordenada e rápida.
Na rede social X, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou que o FBI, o setor de Investigações de Segurança Interna (HSI) e a Guarda Costeira, com apoio do Departamento de Guerra, cumpriram um mandado de apreensão contra o navio-tanque, acusado de transportar petróleo sancionado da Venezuela e do Irã. Segundo Bondi, a operação foi “segura e protegida”.
A procuradora também confirmou a continuidade de ações no litoral venezuelano para interromper o fluxo de petróleo sob sanções e, segundo suas palavras, “desmantelar as rotas que abastecem grupos estrangeiros classificados como terroristas”. O diretor do FBI, Kash Patel, reforçou o tom da operação ao declarar: “Os esforços desta administração para esmagar as FTOs [Organizações Terroristas Estrangeiras, na sigla em inglês] e cortar seus recursos continuarão dia e noite”.
Vídeo mostra ação em alto-mar
O registro divulgado evidencia o momento em que equipes norte-americanas chegam ao navio-tanque, descem por cordas a partir de helicópteros e estabelecem o controle da embarcação. A apreensão de petroleiro ocorreu em mar aberto, na região do Golfo da Venezuela, e integra uma ofensiva que, de acordo com autoridades dos EUA, foca o bloqueio de rotas ilícitas de petróleo sancionado.
De acordo com Bondi, o petroleiro “está sob sanções há vários anos” por supostamente participar de uma rede de envio de óleo destinada a financiar organizações classificadas como terroristas por Washington. As imagens, que circulam nas redes oficiais de membros do governo, reforçam a narrativa de uma operação meticulosamente planejada.
Acusações de transporte de petróleo sancionado
As autoridades norte-americanas afirmam que a embarcação fazia parte de um esquema de transporte de petróleo sancionado com origem na Venezuela e conexão com o Irã. A apreensão de petroleiro se insere em medidas mais amplas de pressão econômica e de segurança, voltadas a cortar recursos de grupos que os EUA classificam como Organizações Terroristas Estrangeiras. Segundo a fonte oficial, o foco é desarticular a logística e financiar as ações de fiscalização no litoral.
Nesse contexto, Washington sustenta acusações contra figuras do governo venezuelano. “Nicolás Maduro, por exemplo, é acusado por Washington de liderar o cartel de Los Soles, recentemente classificado como organização terrorista internacional”, aponta o material de referência.
Escalada no Caribe e próximos passos
Mais cedo, o presidente Donald Trump já havia antecipado a apreensão de petroleiro durante evento na Casa Branca. Em agosto, ele ordenou uma mobilização militar massiva no Caribe, incluindo navios de guerra, caças de última geração, um submarino nuclear e o porta-aviões USS Gerald R. Ford, descrito como o maior do mundo.
Segundo a justificativa apresentada, a iniciativa mira cartéis de drogas que operam na região e abastecem os EUA. Com base nessas acusações, Trump sinalizou que a Venezuela pode ser alvo de novas operações sob o argumento de combate ao terrorismo associado ao tráfico internacional. Autoridades americanas indicam que novas fases de investigação e fiscalização no litoral venezuelano devem ocorrer, mantendo o foco em coibir o transporte de petróleo sancionado.
leia58.blog










