Um esquema criminoso que operou por 17 anos na Feira dos Importados, no Distrito Federal, foi desmantelado após desviar mais de R$ 11,4 milhões em impostos. A sentença condenatória revelou uma rede complexa de empresas de fachada, funcionários “laranjas” e lavagem de dinheiro.
Operação Efeito Macro: Investigação e Descobertas
A investigação, parte da Operação Efeito Macro, começou após uma auditoria fiscal identificar discrepâncias entre as vendas registradas por cartões de crédito e os livros fiscais eletrônicos das empresas envolvidas. O grupo criminoso apresentava declarações fiscais “zeradas”, omitindo vendas significativas para evitar o pagamento de ICMS.
Estratégias de Ocultação e Lavagem de Dinheiro
Os líderes do esquema, Abbas Mohammad Ahmad e Gislaine Teodosio de Gois, utilizavam “testas de ferro” para ocultar suas identidades nos contratos sociais. Esses “laranjas” eram pagos para emprestar seus nomes, permitindo que as atividades continuassem mesmo com restrições fiscais. Além disso, movimentações bancárias suspeitas foram detectadas pelo COAF, revelando transações mensais superiores a R$ 2,4 milhões.
Condenações e Penas
Seis pessoas foram condenadas, incluindo Abbas e Gislaine, que receberam penas de 14 anos e 15 anos de prisão, respectivamente. Outros envolvidos, como Diego Rodrigues Dias da Silva e Melquizedeque Ferreira dos Santos, também receberam penas significativas. Um dos réus foi absolvido por falta de provas de intenção criminosa.
Impacto e Consequências
O esquema não apenas prejudicou o erário público, mas também revelou a fragilidade dos mecanismos de controle fiscal. As empresas de fachada acumulavam dívidas tributárias impossíveis de serem cobradas devido à falta de patrimônio dos “laranjas”. Os envolvidos ainda podem recorrer da decisão em liberdade.
Para mais informações sobre a operação e suas implicações, acesse a 2ª Vara Criminal de Brasília.
Fonte: metropoles.com










