Os relatos apresentados incluem denúncias de violações aos direitos humanos, com destaque para o que os parlamentares classificam como práticas de censura originadas do sistema judiciário. “O tom dos relatórios é realmente impressionante”, disse Villarreal ao portal Metrópoles. “Temos que analisar isso com calma.”
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Em uma coletiva de imprensa realizada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, parlamentares do Partido Liberal (PL) comentaram sobre o encontro e reforçaram a demanda para que seja incluído na pauta do plenário o projeto de lei que propõe anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Durante o evento, Vanessa Vieira, acompanhada de seus seis filhos, chamou atenção para a situação de seu marido, condenado a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos, mas que permanece foragido.
EXCLUSIVO: enviado da OEA se diz “impressionado” com denúncias de parlamentares sobre liberdade de expressão.
“O tom dos relatórios é realmente impressionante”, afirmou Pedro Vaca Villareal em entrevista a @SamPancher.
O relator especial para a liberdade de expressão da OEA… pic.twitter.com/i7u04cZHqI
— Metrópoles (@Metropoles) February 11, 2025
Enviado da OEA se reuniu com o STF
O deputado Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, também se manifestou. “Nenhuma pauta [da oposição] é mais importante que a censura, a perseguição e o abuso de poder que estamos experimentando no Brasil.”
Villarreal permanecerá no Brasil até o dia 14 de fevereiro para avaliar o cenário da liberdade de expressão no país. A visita foi realizada depois de um convite formal do Estado brasileiro, feito em outubro de 2024, com o objetivo de que o relator acompanhasse as questões relacionadas aos direitos humanos.
Nesta segunda-feira, 10, Villareal se encontrou com os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a reunião, o relator da OEA ouviu relatos sobre os eventos que aconteceram no país que, segundo Barroso, “colocaram em risco a institucionalidade e exigiu a firme atuação do Supremo”.
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Entre os acontecimentos mencionados por Barroso, estavam o0 discurso de um parlamentar que defendia agressões contra ministros do Supremo, acompanhado de diversas ofensas, além de situações que, segundo ele, representavam riscos à democracia, como a politização das Forças Armadas, os ataques às instituições e o estímulo aos acampamentos em frente aos quartéis.
Leia também: “Os exilados políticos do 8 de janeiro”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 229 da Revista Oeste
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[Revista Oeste]










