EMPAER divulga balanço detalhado das chuvas na região de Patos, comparando dados atuais com históricos e o ano anterior.
O técnico da EMPAER, Marconi Palmeira Filho, apresentou um levantamento minucioso sobre os índices de chuvas que atingiram os municípios da regional de Patos nas últimas 24 horas, entre 1º e 2 de abril de 2026. A análise abrange o comparativo entre o volume de chuvas acumulado no mês de março de 2026 e o total registrado em março de 2025, além de confrontar esses dados com a média histórica de 30 anos para o mesmo período.
O relatório também detalha o acumulado total do ano de 2026 até o momento, o total registrado em 2025 e a média histórica anual de 30 anos, oferecendo um panorama completo da situação hídrica na região. As informações são oficiais da EMPAER e servem como referência para agricultores e gestores públicos.
Acompanhe os dados específicos de cada município e entenda como as chuvas de 2026 se comparam aos anos anteriores e às médias históricas, um fator crucial para o planejamento agrícola e a gestão de recursos hídricos.
Análise Detalhada por Município: Chuvas de 24h e Acumulados
Em Areia de Baraúnas, foram registrados 4,5 mm nas últimas 24 horas, elevando o acumulado em abril para 14,5 mm. Este valor é inferior aos 33,8 mm de abril de 2025 e significativamente menor que a média histórica de 103,8 mm para o mês. No acumulado anual, a cidade soma 483,3 mm em 2026, superando os 392,2 mm de 2025, mas ainda abaixo da média histórica de 505,4 mm.
Cacimba de Areia registrou 2,5 mm, com acumulado de abril em 47,0 mm, igual ao ano anterior. A média histórica de abril é de 123,8 mm. O acumulado anual em 2026 é de 655,5 mm, superior aos 524,8 mm de 2025, mas abaixo da média histórica de 692,2 mm.
Para Catingueira, os dados de chuva nas últimas 24 horas não foram informados, mas o acumulado em abril já soma 27,0 mm. Em comparação, abril de 2025 teve 151,7 mm, e a média histórica é de 170,6 mm. O acumulado do ano em 2026 é de 590,8 mm, inferior aos 814,1 mm de 2025 e à média histórica de 837,9 mm.
Junco do Seridó recebeu 6,6 mm, com acumulado de abril de 32,6 mm, bem abaixo dos 129,3 mm de 2025 e da média de 103,0 mm. O acumulado anual é de 283,0 mm em 2026, menor que os 506,8 mm de 2025 e a média de 553,9 mm.
Em Mãe D’ água, choveu 3,0 mm, totalizando 22,0 mm em abril, contra 81,7 mm em 2025 e a média de 124,2 mm. O acumulado anual de 2026 é de 682,9 mm, superando os 572,0 mm de 2025 e aproximando-se da média histórica de 671,8 mm.
Malta registrou 5,3 mm, com 67,9 mm acumulados em abril, inferior aos 151,0 mm de 2025 e à média de 162,5 mm. O total anual em 2026 é de 427,4 mm, abaixo dos 664,7 mm de 2025 e da média de 819,3 mm.
A cidade de Passagem teve 4,4 mm, elevando o acumulado de abril para 47,4 mm, inferior aos 76,5 mm de 2025 e à média de 108,6 mm. O acumulado anual de 2026 é de 518,3 mm, ligeiramente superior aos 505,1 mm de 2025, mas abaixo da média histórica de 602,4 mm.
Patos, a sede regional, registrou um volume expressivo de 12,9 mm. O acumulado em abril é de 27,4 mm, significativamente menor que os 89,7 mm de 2025 e a média de 140,0 mm. O acumulado anual de 2026 é de 515,1 mm, próximo aos 522,4 mm de 2025, mas abaixo da média histórica de 755,9 mm.
Em Quixaba, foram 3,5 mm, com 14,5 mm acumulados em abril, bem abaixo dos 51,3 mm de 2025 e da média de 125,4 mm. O acumulado anual de 2026 é de 621,8 mm, superior aos 436,6 mm de 2025 e próximo à média histórica de 628,8 mm.
São José de Espinharas registrou 7,1 mm, com 63,5 mm acumulados em abril, inferior aos 80,4 mm de 2025 e à média de 134,1 mm. O total anual em 2026 é de 564,8 mm, superando os 420,1 mm de 2025 e a média de 668,7 mm.
São José do Sabugi teve 7,2 mm, totalizando 29,0 mm em abril, abaixo dos 87,1 mm de 2025 e da média de 128,1 mm. O acumulado anual de 2026 é de 400,9 mm, inferior aos 430,9 mm de 2025 e à média de 580,6 mm.
Salgadinho recebeu 10,0 mm, com 22,8 mm acumulados em abril, bem abaixo dos 52,5 mm de 2025 e da média de 87,1 mm. O acumulado anual de 2026 é de 348,1 mm, inferior aos 396,5 mm de 2025 e à média de 508,6 mm.
Em Santa Luzia, foram 7,9 mm, com 8,1 mm acumulados em abril, muito inferior aos 97,4 mm de 2025 e à média de 114,4 mm. O acumulado anual de 2026 é de 382,7 mm, ligeiramente acima dos 376,0 mm de 2025, mas abaixo da média histórica de 535,2 mm.
São José do Bonfim se destacou com 38,0 mm de chuva, elevando o acumulado de abril para 80,0 mm, superior aos 46,3 mm de 2025, mas ainda abaixo da média histórica de 160,8 mm. O acumulado anual de 2026 é de 584,2 mm, inferior aos 669,0 mm de 2025, mas próximo à média de 755,6 mm.
São Mamede registrou 32,2 mm, com 37,5 mm acumulados em abril, inferior aos 77,2 mm de 2025 e à média de 146,9 mm. O total anual em 2026 é de 306,8 mm, abaixo dos 447,1 mm de 2025 e da média de 651,1 mm.
Em Santa Teresinha, choveu 3,6 mm, com 19,6 mm acumulados em abril, bem abaixo dos 66,4 mm de 2025 e da média de 162,7 mm. O acumulado anual de 2026 é de 451,3 mm, inferior aos 539,7 mm de 2025 e à média de 834,4 mm.
Finalmente, Várzea registrou 3,6 mm, totalizando 38,6 mm em abril, inferior aos 64,0 mm de 2025 e à média de 123,9 mm. O acumulado anual de 2026 é de 342,4 mm, abaixo dos 368,3 mm de 2025 e da média histórica de 566,0 mm.
Comparativo Anual e Histórico: Tendências e Alertas
A análise comparativa dos dados revela que, em geral, os acumulados de chuva em abril de 2026 estão abaixo das médias históricas e, em muitos casos, também inferiores aos registros do mesmo mês em 2025. Isso pode indicar um cenário de menor volume hídrico em comparação com anos anteriores, exigindo atenção especial.
O acumulado total do ano de 2026, em diversas localidades, ainda não atingiu os patamares de 2025 ou a média histórica de 30 anos. Essa informação é vital para o planejamento de longo prazo, especialmente para as atividades agrícolas que dependem diretamente do regime de chuvas.
A Importância dos Dados da EMPAER para o Planejamento Regional
Os dados pluviométricos oficiais divulgados pela EMPAER são ferramentas essenciais para a tomada de decisões. Eles permitem que agricultores planejem suas safras, identifiquem a necessidade de irrigação e se preparem para possíveis estiagens. Para os gestores públicos, os números auxiliam na gestão de recursos hídricos, no planejamento de obras de infraestrutura e na implementação de políticas de segurança hídrica.
A consulta regular a esses dados, como os apresentados pelo técnico Marconi Palmeira Filho, é fundamental para a resiliência da região frente às variações climáticas. A compreensão das tendências e a comparação com o histórico fornecem um subsídio valioso para enfrentar os desafios relacionados à água.
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