São Paulo: Atraso em Pagamentos de Imagem Contrasta com Incentivo por Libertadores
O São Paulo enfrenta um momento financeiro delicado, com atrasos nos pagamentos referentes aos direitos de imagem de seus jogadores. Embora os salários em carteira estejam em dia, parte da remuneração, paga através de pessoa jurídica, acumula pendências que variam de dois a três meses. O clube, por sua vez, não confirma oficialmente a existência da dívida.
A prática de dividir o pagamento salarial entre CLT e direitos de imagem é comum no futebol, e a legislação esportiva brasileira prevê a possibilidade de rescisão contratual por parte do atleta em caso de atraso de dois meses ou mais nos salários registrados em carteira. Nestas situações, o jogador pode inclusive se recusar a treinar e competir sem sofrer punições.
Em um movimento para motivar o elenco, a diretoria do clube reajustou o valor do “bicho”, premiação paga por resultados positivos, antes mesmo da derrota para o Mirassol. Uma nova reunião está prevista, com o presidente do clube buscando aumentar sua presença no centro de treinamento. O CEO do São Paulo também foi chamado a frequentar mais o CT.
Apesar dos esforços para motivar o time, a vaga na Libertadores se torna mais distante após três derrotas consecutivas. Cálculos apontam chances reduzidas de classificação.
A crise financeira tem marcado a temporada do São Paulo. O clube iniciou o ano com uma dívida aproximada de R$ 1 bilhão, o que resultou em uma política de contenção de gastos, com poucas contratações e vendas de atletas formados na base.
Essa austeridade é imposta pelo Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, que gerencia a dívida do clube com bancos e instituições financeiras. Um relatório recente apontou uma redução de R$ 56 milhões no endividamento total do São Paulo, que caiu de R$ 968 milhões em dezembro para R$ 912 milhões até outubro, impulsionada pela queda no endividamento bancário.
Para aumentar a receita, o clube estuda a criação de um Fundo de Investimento em Participações para o centro de formação de Cotia. A ideia é separar a base do clube e atrair um investidor externo, que dividiria os rendimentos. A estratégia, que já vinha sendo debatida, deve aguardar o fim da temporada para ser formalmente apresentada.
Fonte: jovempan.com.br
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