A necessidade urgente de modernização do Simples Nacional dominou os debates em Brasília, com parlamentares e representantes do setor produtivo convergindo na importância de atualizar a tabela do regime tributário, congelada desde 2018. A medida visa restaurar a competitividade das micro e pequenas empresas (MPEs) e corrigir distorções que afetam o crescimento desses negócios. O apelo por mudanças ganhou força durante o Summit da Micro e Pequena Empresa, evento promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O foco central da discussão foi o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, que propõe a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional com base na inflação acumulada. A expectativa é que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, priorize a votação do projeto em 2025, para que as alterações possam entrar em vigor já em 2026, impulsionando o desenvolvimento das MPEs em todo o país.
Apelo por Mudanças no Simples Nacional
A atualização do Simples Nacional emergiu como uma pauta central no cenário econômico brasileiro, com diversos atores defendendo a sua urgência para o fortalecimento das micro e pequenas empresas. A defasagem da tabela, que não acompanha a inflação desde 2018, tem gerado distorções e prejudicado a competitividade desses negócios.
Correção Proposta pela CACB
A CACB propõe uma correção de 83% na tabela do Simples Nacional. A entidade argumenta que essa medida beneficiaria cerca de 23 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte. Esses negócios representam uma parcela significativa da economia brasileira, correspondendo a 94% das empresas, gerando 70% dos empregos formais e contribuindo com aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Pressão por Atualização Imediata
Durante o Summit da Micro e Pequena Empresa, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, fez um apelo direto aos parlamentares, solicitando apoio à causa dos micro e pequenos empreendedores. Ele enfatizou a necessidade de assistência para esses empresários, destacando que eles se sentem desamparados. Parlamentares presentes no evento também manifestaram apoio à revisão do modelo tributário.
Impacto da Atualização
O deputado Domingos Sávio (PL-MG), presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços na Câmara, ressaltou os efeitos positivos da atualização do Simples Nacional. Segundo ele, a medida pode reduzir o número de empresas que encerram suas atividades e incentivar a formalização. O deputado argumentou que a atualização impulsionaria o crescimento econômico, estimulando o surgimento de novas micro e pequenas empresas e, consequentemente, aumentando a arrecadação.
O Que Propõe o PLP 108/2021
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, de autoria do senador Jayme Campos (DEM-MT) e já aprovado pelo Senado, é a principal esperança para a atualização do Simples Nacional. O projeto visa ajustar os limites de faturamento do regime tributário com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), corrigindo os valores defasados nos últimos anos.
Principais Mudanças Propostas
O PLP 108/2021 propõe as seguintes alterações:
MEI: O limite anual de faturamento passaria de R$ 81 mil para R$ 144.913,00, e o MEI poderia contratar até dois empregados, em vez de apenas um.
Microempresas: O teto de faturamento anual subiria de R$ 360 mil para R$ 869 mil.
Empresas de Pequeno Porte: O limite de faturamento anual aumentaria de R$ 4,8 milhões para cerca de R$ 8,7 milhões.
Ajuste Automático: Os valores seriam atualizados anualmente com base no IPCA.
As lideranças ressaltam que o projeto não visa ampliar benefícios, mas sim recompor os tetos de enquadramento, levando em consideração a inflação acumulada desde 2018. A expectativa é que a aprovação do PLP 108/2021 impulsione o crescimento das MPEs e contribua para o desenvolvimento econômico do país.
Fonte: https://brasil61.com










