Pilotos e comissários em estado de greve vão deliberar em 29/12, em São Paulo, com possibilidade de impacto em voos do Ano Novo, caso a paralisação seja aprovada
O transporte aéreo do Brasil pode enfrentar turbulência na reta final de 2025. O Sindicato Nacional dos Aeronautas anunciou pilotos e comissários em estado de greve e convocou assembleia geral extraordinária para decidir os próximos passos.
A reunião foi marcada para 9h30, na sede do SNA, em São Paulo. A categoria cobra melhores condições de trabalho e reajuste salarial, mantendo a mobilização em meio ao pico de viagens durante as festas de fim de ano.
O estado de greve ocorreu após rejeição, em votação encerrada na segunda, 22/12, da proposta patronal mediada pelo TST para a Convenção Coletiva de Trabalho. A deliberação final sai na segunda, 29/12, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
Assembleia e próximas etapas
Na assembleia, os aeronautas definirão se deflagram a greve. Caso aprovada, a paralisação não será imediata, há um prazo legal de 72 horas para início do movimento, o que empurra eventuais efeitos para os dias seguintes.
Até a decisão, a operação segue normal. O SNA diz reconhecer os transtornos aos passageiros, mas afirma que a mobilização é o último recurso, diante do impasse nas negociações com as companhias aéreas.
O que pedem os aeronautas
Entre as pautas, está a recomposição salarial pelo INPC mais 3% e o reajuste do vale alimentação pelo INPC mais R$ 105. A categoria também reivindica previdência privada e pagamento em dobro da hora noturna.
Os tripulantes pedem aumento das diárias internacionais, de US$ 4 para América do Sul, EUA e América Central. O combate à fadiga é tratado como prioridade, por envolver saúde da tripulação e segurança operacional.
As demandas são direcionadas às empresas Azul e Gol, no âmbito da CCT. Para o SNA, valorizar os profissionais é essencial para sustentar padrões de segurança e qualidade da aviação civil.
Propostas e números da votação
Na negociação, o Tribunal Superior do Trabalho apresentou nova sugestão, com reajuste salarial pelo INPC mais 0,5% e aumento de 8% no vale alimentação. A oferta será analisada na assembleia de segunda.
Na consulta mais recente, 49,31% votaram contra a proposta patronal, 49,25% foram favoráveis e 1,44% se abstiveram. Os dados mostram divisão quase equilibrada entre os aeronautas de Azul e Gol.
Companhias envolvidas e possível impacto nos voos
As tratativas abrangem apenas Azul e Gol, enquanto, em dezembro, os pilotos da Latam aprovaram as propostas de acordo apresentadas pela empresa. A decisão pode reorganizar a dinâmica do mercado no curto prazo.
Caso a greve avance, há risco de atrasos e cancelamentos em voos do Ano Novo, período de maior demanda do setor. Ainda assim, pilotos e comissários em estado de greve seguem voando até a deliberação final da categoria.
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