Mercado em Alerta: Circuit Breaker Acionado na B3
A B3, bolsa de valores do Brasil, anunciou nesta segunda-feira (26) a ativação do circuit breaker devido a uma expressiva queda de 10% do Ibovespa em relação ao fechamento anterior. Esse mecanismo provoca a suspensão das negociações no mercado à vista por um período de 30 minutos.
A interrupção afeta não apenas as ações, mas também BDRs, ETFs, opções referenciadas e títulos de renda fixa privada. Durante esse intervalo, ordens que não participam do leilão poderão ser canceladas. A B3 se comprometeu a informar o horário de reabertura das atividades.
Regras do Mecanismo
O funcionamento do circuito breaker está sujeito a regras rigorosas. Com uma queda de 10%, ocorre a primeira suspensão de 30 minutos. Após a reabertura, uma nova redução de 15% resultaria em uma pausa de 1 hora. Caso a queda atinja 20%, a B3 poderá decidir pela suspensão da negociação por um período a ser determinado, com posterior comunicação ao mercado.
Além disso, existem condições específicas que regem o acionamento do mecanismo. O circuit breaker não é aplicado nos últimos 30 minutos do pregão, e se a interrupção acontecer na última hora, o fechamento do mercado pode ser prorrogado por até 30 minutos, permitindo assim uma reabertura ordenada.
Contexto da Queda
A brusca queda do Ibovespa está relacionada à decepção do mercado com os resultados do segundo turno da eleição, realizado no último domingo (25), que resultou na reeleição do presidente Lula (PT) para mais um mandato. Essa decisão reacendeu temores entre investidores quanto à política fiscal do país.
Histórico do Circuit Breaker
Desde a sua implementação, o circuit breaker foi ativado em 23 ocasiões, e esta é a 24ª vez que o mecanismo é acionado. A primeira ocorrência remonta a 1997, durante a crise financeira asiática, com interrupções registradas nos dias 7 e 12 de novembro. No ano seguinte, frente à crise na Rússia, ocorreram cinco interrupções somente por uma queda de 10%, incluindo duas ativações no dia 10 de setembro.
Além dessas, o pregão experimentou novas pausas em momentos críticos, como na crise cambial brasileira em 1999, e mais uma vez em 2008, em meio à turbulência financeira global desencadeada pela falência do banco Lehman Brothers, que resultou em seis interrupções operacionais durante aquele ano.
A ativação do circuito breaker também se fez notar em 2017, após a delação da JBS que quase levou à queda do governo do presidente Michel Temer. Em 2020, o mecanismo foi acionado seis vezes em março, refletindo a intensa volatilidade dos mercados em função das incertezas provocadas pela pandemia de coronavírus.
Fonte: Jovem Pan
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