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Suki Lahav, ex-violinista de Bruce Springsteen, morre aos 74 anos

Criado com LabNews Pro

O mundo da música lamenta a perda de Tzruya “Suki” Lahav, a talentosa violinista israelense que deixou sua marca na icônica E Street Band de Bruce Springsteen durante um período crucial de sua formação. Lahav faleceu na quarta-feira, aos 74 anos, após uma batalha contra o câncer, deixando para trás um legado musical e literário que transcendeu fronteiras e gêneros.

A notícia de seu falecimento foi confirmada e lamentada pelo próprio Bruce Springsteen, que expressou sua profunda tristeza em uma publicação nas redes sociais. A contribuição de Suki Lahav, embora breve, foi fundamental para o som que definiria alguns dos trabalhos mais aclamados do “Boss”, solidificando sua presença na história do rock.

O luto de Bruce Springsteen e a marca musical de Lahav

Em uma emotiva mensagem compartilhada no Instagram, Bruce Springsteen e a E Street Band manifestaram seu pesar pela partida de Suki Lahav. “Aqui na E Street, estamos de coração partido com o falecimento de Suki Lahav”, escreveu o cantor. Ele destacou o impacto de sua arte, mencionando especificamente a “voz angelical” que brilhou em “4th of July, Asbury Park (Sandy)” e o “belo violino” que trouxe grande dramaticidade à introdução de “Jungleland”.

Lahav integrou a banda por apenas cinco meses, entre outubro de 1974 e março de 1975, mas sua participação foi decisiva para as sessões de gravação de álbuns seminais como “The Wild, The Innocent, and the E Street Shuffle” (1973) e, notavelmente, “Born to Run” (1975). Este último se tornaria um dos discos mais importantes da carreira de Springsteen, e a sonoridade única do violino de Lahav ajudou a moldar sua identidade. O cantor também recordou que ela “agraciou nosso palco com sua beleza e graça em nossos primeiros dias de turnê”, ressaltando a amizade e o carinho que nutria pela artista.

A jornada de Suki Lahav: da E Street Band ao reconhecimento em Israel

A conexão de Suki Lahav com Bruce Springsteen começou em 1972, quando seu marido, o engenheiro de som Louis Lahav, trabalhou no álbum de estreia do artista, “Greetings From Asbury Park, NJ” (1973). Sua estreia no palco com a E Street Band ocorreu em 4 de outubro de 1974, no Avery Fisher Hall, em Nova York. Durante sua passagem pela banda, Lahav não apenas contribuiu com o violino em versões de estúdio e ao vivo, mas também demonstrou sua versatilidade vocal. Em “4th of July, Asbury Park (Sandy)”, por exemplo, ela criou um coral apenas com sua voz, uma contribuição que, apesar de não ter sido creditada no encarte do disco, se tornou um elemento distintivo da faixa.

Sua última apresentação com a E Street Band foi em 3 de março de 1975, em Washington, D.C. Após essa experiência, Suki Lahav retornou a Israel com o marido, onde construiu uma carreira multifacetada e de grande sucesso. Ela trabalhou com a Orquestra Kibutz, publicou dois romances e se estabeleceu como uma prolífica compositora, criando trilhas e canções para artistas locais de renome, como Yehudit Ravitz e Gidi Gov. Lahav também gravou com a banda de rock israelense Tamuz e escreveu sucessos para Rita, incluindo “Yemei Hatom” e “Shara Barkhovot”, esta última representando Israel no festival Eurovisão em 1990. Seu talento e dedicação foram reconhecidos com o prêmio ACUM pelo conjunto de sua obra e o Prêmio Arik Einstein, consolidando seu status como uma figura influente na cultura israelense. Para mais informações sobre a carreira de artistas musicais, visite AllMusic.

O adeus familiar e o impacto duradouro de sua arte

A partida de Suki Lahav foi sentida profundamente por sua família. Seu filho, Yonatan Albalak, utilizou o Facebook na quinta-feira para prestar uma emocionante homenagem à mãe. Ele revelou que ela havia sido “recolhida ao infinito após uma curta e difícil batalha contra a maldita doença” do câncer. Em suas palavras, Yonatan descreveu a mãe como uma mulher que “escreveu canções que tocaram o coração das pessoas”, destacando sua natureza “especial, inteligente, pura de coração e amorosa”.

O tributo do filho ressalta não apenas a dor da perda, mas também o legado duradouro de uma artista que, com sua sensibilidade e talento, conseguiu conectar-se profundamente com o público, tanto em sua breve passagem pelo cenário musical americano quanto em sua longa e frutífera carreira em Israel. A memória de Suki Lahav, como amiga, musicista e criadora, permanecerá viva através de sua obra e das lembranças daqueles que foram tocados por sua arte.

Fonte: oglobo.globo.com

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