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Cannes 2026: Farhadi, Almodóvar e Kore-eda na competição, sem filmes brasileiros

Criado com LabNews Pro

O Festival de Cannes 2026 revelou sua aguardada programação, destacando uma seleção robusta de cineastas renomados globalmente, como o iraniano Asghar Farhadi, o espanhol Pedro Almodóvar e o japonês Hirokazu Kore-eda. A 79ª edição do prestigiado evento, que ocorrerá na Riviera Francesa, promete uma competição acirrada pela Palma de Ouro, o prêmio máximo do festival. Contudo, a ausência de produções brasileiras na lista de filmes em competição e fora dela marca esta edição, um ano após o reconhecimento de “O agente secreto” em 2025.

A programação deste ano também chama a atenção pela notável escassez de filmes dos grandes estúdios de Hollywood, um contraste com edições anteriores. Em vez disso, o festival aposta em uma diversidade de vozes cinematográficas, incluindo uma forte representação do cinema japonês e espanhol, além de documentários temáticos e homenagens a ícones da indústria.

A competição pela Palma de Ouro em Cannes 2026

A corrida pela cobiçada Palma de Ouro contará com 21 diretores, reunindo talentos consagrados e vozes emergentes do cinema mundial. Entre os nomes confirmados estão o iraniano Asghar Farhadi, conhecido por suas narrativas complexas e humanas, e o aclamado diretor espanhol Pedro Almodóvar, cujo estilo vibrante e único continua a cativar audiências e crítica. O russo Andrey Zvyagintsev também figura entre os concorrentes, trazendo sua perspectiva distintiva para a competição.

A Ásia e a Europa demonstram forte presença na seleção, com três filmes vindos do Japão e outros três da Espanha. O japonês Hirokazu Kore-eda, vencedor da Palma de Ouro em 2018 com “Assunto de família”, retorna com “Sheep in the Box”, buscando repetir o sucesso. Outro ex-vencedor, o romeno Cristian Mungiu, apresenta “Fiorde”, um filme ambientado na Noruega e estrelado por Renate Reinsve. A lista de filmes em competição inclui ainda obras como “Minotaur” de Andrey Zvyagintsev, “The Beloved” de Rodrigo Sorogoyen e “Parallel Tales” de Asghar Farhadi, prometendo uma rica tapeçaria de narrativas e estilos.

Destaques fora de competição e a presença de Hollywood

Embora os grandes estúdios de Hollywood estejam menos presentes, o Festival de Cannes 2026 não deixará de ter momentos de brilho com estrelas e produções notáveis fora da competição principal. O ator americano John Travolta fará sua estreia na direção com “Propeller One-Way Night Coach”, um filme sobre a “era de ouro da aviação”, que será exibido fora de concurso. A presença de Woody Harrelson e Kristen Stewart em “Full Phil”, dirigido pelo francês Quentin Dupieux e ambientado em Paris, garante o glamour hollywoodiano.

Uma surpresa na programação é a quantidade de documentários com temática futebolística. Entre eles, destacam-se produções sobre o lendário atacante Eric Cantona e um filme que revisita a icônica partida entre Inglaterra e Argentina na Copa do Mundo de 1986, eternizada pela “mão de Deus” de Diego Maradona. O diretor do festival, Thierry Frémaux, comentou sobre a ausência dos grandes estúdios, afirmando que “Os Estados Unidos estarão representados. Os grandes estúdios, um pouco menos”, e destacou a prevalência de filmes históricos e obras que oferecem um escapismo das realidades atuais.

Homenagens e a liderança do júri em Cannes 2026

A 79ª edição do Festival de Cannes prestará tributo a duas figuras emblemáticas do cinema e do entretenimento. A lendária artista de Hollywood e da Broadway, Barbra Streisand, será agraciada com a tradicional Palma de Ouro Honorária, reconhecendo sua vasta e influente carreira. O cineasta neozelandês Peter Jackson, mundialmente conhecido pela trilogia “O Senhor dos Anéis”, também receberá a prestigiosa homenagem, celebrando sua contribuição inovadora para a sétima arte.

A responsabilidade de presidir o júri que concederá a Palma de Ouro recairá sobre o cineasta sul-coreano Park Chan-wook. Diretor de obras aclamadas como “Oldboy” e “No Other Choice”, Chan-wook é o primeiro sul-coreano a assumir este cargo de grande prestígio, sucedendo a atriz francesa Juliette Binoche, que liderou o júri na edição anterior. Sua escolha reflete o crescente reconhecimento do cinema sul-coreano no cenário global.

Reflexões sobre o cinema global e edições anteriores

A seleção de Cannes 2026, com sua ênfase em produções de diversas partes do mundo e a menor presença de Hollywood, levanta discussões sobre as tendências e prioridades do cinema contemporâneo. Thierry Frémaux observou que o “mundo ocidental precisa de delicadeza, canções, natureza”, enquanto os “países do Sul Global… precisam de segurança, prosperidade e de cuidados para crianças e famílias”, sugerindo uma curadoria que busca atender a diferentes anseios globais.

A edição anterior, de 2025, foi marcada pela consagração do cineasta dissidente iraniano Jafar Panahi, que recebeu a Palma de Ouro por seu thriller “Foi apenas um acidente”. O cinema brasileiro, embora ausente em 2026, teve reconhecimento significativo em 2025, com Kleber Mendonça Filho sendo premiado como melhor roteirista e Wagner Moura como melhor ator, ambos por “O agente secreto”. Estes prêmios sublinham a qualidade e o impacto das produções brasileiras em edições passadas do festival. Para mais informações sobre o cenário cinematográfico global, visite Variety.

Fonte: oglobo.globo.com

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