Agora Pete Townshend arrumou um bode expiatório para justificar a quebradeira que o The Who fazia n
Em entrevista ao New York Times, Townshend lembrou que seu pai, também músico, não acreditava em seu talento e deixou a avó comprar uma guitarra barata e quase inutilizável. “Algumas das minhas atitudes de quebrar guitarras provavelmente começaram porque ela virou um símbolo do fato de meu pai não me considerar digno de um instrumento decente”, contou.

O guitarrista disse ainda que, no início, sequer se via como roqueiro: queria ser artista ou jornalista. Mas tudo mudou quando percebeu que as músicas do The Who funcionavam como porta-voz de uma geração. O exemplo veio com “I Can’t Explain”, quando jovens que assistiam a uma apresentação no Goldhawk Social Club pediram que ele escrevesse mais canções “como aquela”, porque traduziam o que eles mesmos não conseguiam expressar.
Townshend entendeu, então, que tinha uma missão: transformar em música as angústias e inseguranças de sua geração. “Aqueles primeiros sucessos, como ‘My Generation’ e ‘Pictures of Lily’, davam ao nosso público a sensação de que eles não estavam sozinhos. Para mim, o rock foi imensamente importante.”
O gesto de destruir guitarras, que começou como uma reação pessoal de frustração, acabou se tornando um dos símbolos mais marcantes da rebeldia do rock. A cada show, a cena de Townshend golpeando seu instrumento no palco ajudava a consolidar a imagem do The Who como uma banda que não apenas tocava alto, mas também desafiava convenções. Mais do que uma catarse individual, foi um ato que definiu um estilo e marcou para sempre a iconografia.
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