Crise no Republicanos: Márcio Roberto ameaça sair do partido com chegada de Jarques Lúcio
Uma verdadeira bomba política explodiu nos bastidores do Republicanos paraibano. O ex-prefeito de São Bento, médico Jarques Lúcio, pode deixar o PSB e ingressar no Republicanos, movimento que já provoca fortes reações dentro da legenda.
Mesmo com os apelos do deputado estadual Márcio Roberto ao presidente estadual do partido, deputado Hugo Motta, o ingresso de Jarques parece ser questão de tempo. Márcio, que mantém com Jarques uma rivalidade antiga e aberta, ameaça abandonar o partido caso a filiação seja confirmada.
O convite para Jarques integrar o Republicanos partiu diretamente do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, aliado político do ex-prefeito. Jarques, inclusive, tem mantido aliança com o irmão de Adriano, Murilo Galdino, deputado federal, com quem deve repetir a dobradinha eleitoral em diversos municípios do Sertão paraibano.
Enquanto Márcio Roberto ameaça romper, o PSB do governador João Azevêdo lamenta a iminente saída de Jarques Lúcio, considerado um dos nomes de maior densidade eleitoral do partido. A debandada acende o alerta na legenda governista, que teme um enfraquecimento de suas chapas proporcionais.
Fontes próximas ao governador afirmam que João Azevêdo nada poderá fazer — Jarques deixaria o PSB, mas continuaria no campo governista, apenas trocando de sigla. E ele não seria o único: o deputado federal Gervásio Maia também estaria com um pé no Republicanos, preparando-se para desembarcar do PSB.
Nos bastidores, comenta-se que Hugo Motta foi taxativo: o Republicanos não abrirá mão da filiação de uma liderança como Jarques Lúcio, cuja candidatura pode render até 50 mil votos. Segundo interlocutores, Hugo teria enviado um recado direto a Márcio Roberto — se não estiver satisfeito, que procure outro partido.
Hugo Motta, que traça planos ambiciosos para o futuro político da legenda, aposta em ampliar a bancada de deputados estaduais e federais nas eleições de 2026. O objetivo é pavimentar o caminho para uma eventual candidatura ao Governo do Estado, além de garantir a eleição de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado.
Enfraquecido politicamente e em queda de popularidade, Márcio Roberto parece não ter mais tanto espaço dentro do partido que, ironicamente, só manteve seu mandato graças ao apoio de Hugo Motta. Nos corredores de Brasília e João Pessoa, o recado já circula em tom de ironia:
“Tchau, Márcio… seja bem-vindo, Jarques Lúcio!”
O Implicante

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