Estupro de aluno autista em escola de João Pessoa
Polícia Civil investiga caso, IML confirma exame sexológico positivo, adolescente de 12 anos teria sido vítima em banheiro escolar
A Polícia Civil da Paraíba investiga um estupro de aluno autista que teria ocorrido dentro do banheiro de uma escola municipal no bairro Tambauzinho, em João Pessoa. A vítima é um adolescente de 12 anos, com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com a corporação, o Instituto Médico Legal (IML) realizou exame médico-legal sexológico, que atestou positivo para abuso. O inquérito corre sob segredo de justiça.
Segundo a investigação, a ocorrência foi registrada após a mãe do adolescente procurar a polícia. O episódio teria acontecido no banheiro da unidade escolar, e diligências foram iniciadas para esclarecer a dinâmica, identificar autores e reunir provas. O resultado do exame sexológico positivo reforça a linha de apuração, mas a polícia ressalta que todas as etapas legais serão cumpridas para garantir a responsabilização adequada.
O que diz a investigação
Em entrevista, o delegado Diego Garcia confirmou que a mãe foi ouvida formalmente e que o adolescente foi encaminhado ao IML. Nas palavras do delegado: “A gente ouviu essa mãe formalmente em termos de declarações, encaminhou a criança para o exame sexológico e deu positivo para a prática do abuso”. Ele acrescentou que a investigação irá ouvir a direção da escola e possíveis envolvidos, além de coletar outras evidências que ajudem a elucidar o caso.
De acordo com o delegado, o adolescente foi atendido por profissionais de saúde, com escuta especializada e avaliação do estado emocional, etapa considerada fundamental para proteger a vítima e orientar as próximas ações de cuidado e de investigação. A apuração do estupro de aluno autista seguirá com oitivas e análise técnica dos elementos já reunidos.
Atendimento à vítima e próximos passos
A vítima recebeu encaminhamento imediato para suporte médico e psicológico, com foco em minimizar danos e preservar provas periciais. A polícia planeja ouvir, nos próximos dias, a gestão escolar, funcionários e pessoas que possam ter relação com o episódio. A expectativa é avançar em identificação de envolvidos, cruzar horários e registros internos e consolidar o material probatório, mantendo a prioridade na proteção do adolescente e o respeito ao segredo de justiça.
Nesse contexto, o termo estupro de aluno autista vem sendo tratado pelas autoridades com máxima cautela, buscando evitar revitimização e exposição indevida do menor, ao mesmo tempo em que se acelera a coleta de informações essenciais ao inquérito.
Posicionamento da Secretaria de Educação
Em nota, a Secretaria de Educação de João Pessoa afirmou que, “até as 13h desta sexta-feira (14), não havia sido notificada sobre qualquer suspeita de violência sexual envolvendo crianças ou adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com laudo ou sem, em unidades da Rede Municipal de Ensino”. Disse ainda que todos os estudantes com TEA são acompanhados por cuidadores e que nenhum profissional relatou qualquer ocorrência desse tipo.
A pasta destacou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com a investigação. Enquanto isso, a orientação é que a comunidade escolar reporte imediatamente qualquer sinal de risco, garantindo a proteção dos estudantes e a adoção rápida de medidas preventivas.
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